Na tarde da terça-feira, 10 de setembro, lideranças de movimentos sociais, estudantes e professores da Universidade de Brasília (UnB) lotaram o auditório da Auditório da Faculdade de Saúde no debate de recepção a cerca de 200 dos médicos que estão chegando ao Brasil, vindos de Cuba, para trabalhar na saúde pública no país.

O evento teve transmissão pela internet e pode ser acessado aqui. O Observatório da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta – Teia de ecologia de saberes e práticas foi um dos promotores do evento. “O Observatório quer contribuir com esses profissionais, fornecendo subsídios técnicos e informações que os ajudem a conhecer os territórios onde vão atuar, porque a grade maioria desses médicos irá atender as comunidades do campo, da floresta e das águas”, avalia Fernando Carneiro, coordenador do Observatório.

O debate teve como tema 25 anos do SUS e os desafios da Universalização – Quais as estratégias para atender as necessidades de saúde da população brasileira?. Na abertura, a professora Maria Fatima Sousa lembrou dos desafios da construção do SUS e das críticas que receberam no período de implantação do programa Saúde da Família, em 1994, e do trabalho dos agentes comunitários de saúde, em 1991. “Diziam lá atrás que estávamos colocando pessoas nas comunidades que não sabiam o que fazer, não sabiam compreender a população. Vinte anos depois, demos a resposta. Os agentes comunitários de saúde foram a estratégia mais inteligente que esse país já teve, e nós vamos dizer daqui a mais alguns anos que trazer médicos e companheiros da América Latina é a estratégia mais inteligente que podemos ter nesse país”.

A UnB fará pesquisas de campo avaliando o impacto da presença dos médicos cubanos no Brasil e mapeando o andamento do programa.