A campanha Agro é Pop, produzida e veiculada pela TV Globo, grande parceira do setor do agronegócio, anda dizendo que as tecnologias sociais que melhoram a qualidade dos agricultores do Nordeste, é Agro.
Estas tecnologias não têm relação com o agronegócio como a TV Globo induz as pessoas a acreditar.
As cisternas, especificamente, são fruto de um trabalho construído há mais de 20 anos pela sociedade civil organizada e o povo do Semiárido. Um trabalho concretizado pelas famílias agricultoras campesinas, que produzem mais de 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros e brasileiras e são responsáveis pela criação de 75% dos postos de trabalho no campo no Semiárido, ocupando apenas 27% da área, segundo dados do Censo Agropecuário de 2017 (IBGE).

Até quando o CAPITAL vai continuar se apropriando do que ele NÃO cuida e constrói?
Até quando o DISCURSO do AGRONEGÓCIO vai continuar associando a sua imagem ao que é belo e fruto do trabalho de agricultores e agricultoras familiares?
Até quando o AGRONEGÓCIO vai fingir ter uma alma limpa quando sob si pesa a responsabilidade pela destruição da vegetação, de animais, de fontes de água doce e pelos males às pessoas causados pelos agrotóxicos?

A Agro é Pop é uma campanha venenosa para o Brasil assinada pela TV Globo, uma emissora que se utiliza de uma concessão pública de radiodifusão para veicular assuntos de interesses privados, quando deveriam ser de interesse público.

View this post on Instagram

TECNOLOGIAS SOCIAIS DO NORDESTE NÃO SÃO AGRO | A campanha Agro é Pop, produzida e veiculada pela TV Globo, grande parceira do setor do agronegócio, anda dizendo que as tecnologias sociais que melhoram a qualidade de vida dos agricultores do Nordeste, é Agro. Queremos deixar claro que estas tecnologias não têm relação com o agronegócio como a TV Globo induz as pessoas a acreditar. As cisternas, especificamente, são fruto de um trabalho construído há mais de 20 anos pela sociedade civil organizada e o povo do Semiárido. Um trabalho concretizado pelas famílias agricultoras campesinas, que produzem mais de 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros e brasileiras e são responsáveis pela criação de 75% dos postos de trabalho no campo no Semiárido, ocupando apenas 27% da área, segundo dados do Censo Agropecuário de 2017 (IBGE). Até quando o CAPITAL vai continuar se apropriando do que ele NÃO cuida e constrói? Até quando o DISCURSO do AGRONEGÓCIO vai continuar associando a sua imagem ao que é belo e fruto do trabalho de agricultores e agricultoras familiares? Até quando o AGRONEGÓCIO vai fingir ter uma alma limpa quando sob si pesa a responsabilidade pela destruição da vegetação, de animais, de fontes de água doce e pelos males às pessoas causados pelos agrotóxicos? A Agro é Pop é uma campanha venenosa para o Brasil assinada pela TV Globo, uma emissora que se utiliza de uma concessão pública de radiodifusão para veicular assuntos de interesses privados, quando deveriam ser de interesse público. Não ficaremos calados/as quando o agronegócio se apropriar do trabalho de agricultores e agricultoras familiares e comunidades tradicionais que defendem, com os seus corpos, as águas, as florestas, os campos. Diante desta apropriação da Globo e do agronegócio a tudo isto que construímos, não vamos ficar calados por mais que a nossa voz não ecoe na mesma proporção do que a voz do agronegócio que tem a Rede Globo como porta-voz. Divulguem nas redes sociais, amplifiquem nossa voz!

A post shared by Articulação Semiárido – ASA (@articulacaosemiarido) on