Pesquisadores da Fiocruz Ceará estiveram em Fortim no dia 27/11, para visitar e realizar uma roda de conversa com as mulheres pescadoras e marisqueiras. As visitas foram nas praias de pontal de Maceió, no rio Jaguaribe e na comunidade de Jardim. As marisqueiras da região de Pontal de Maceió, de Jardim, da Volta, da Canavieira e do Cumbe, que compreende parte do litoral de Fortim e Aracati relatam que são uma das populações atingidas pelo derramamento de petróleo no Ceará.

“Segundo os relatos, cerca de 500 famílias vivem da pesca artesanal de mariscos. O sustento destas famílias foi garantido há diversas gerações pela coleta do marisco no rio Jaguaribe. Após o derramamento de petróleo, a venda do pescado despencou mais de 50% e atingiu violentamente a principal fonte de renda dos moradores. As famílias que sempre se sustentaram com a atividade pesqueira estão perdendo o alimento e seu principal produto de venda, pelo risco de contaminação com o petróleo. Não há consumidores interessados e as pescadoras estão vivendo a incerteza do dia de amanhã. As populações produtoras e consumidoras de peixes e mariscos não tem respostas se estes alimentos estão contaminados, mas estão com medo dos riscos que correm consumindo-os, portanto, reivindicam estudos e análises da contaminação dos peixes e mariscos e da saúde da população pesqueira.

A pesquisa de campo começou em abril de 2018, sendo realizados grupos focais e entrevistas e no início de 2020, serão aplicados questionários sobre o histórico de saúde-doença, social, econômico, ambiental, de trabalho e cultural das famílias pescadoras, bem como do atual contexto socioambiental. ”

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