O III Seminário Observatórios, Metodologias e Impactos nas Políticas Públicas, realizado nos dias 18 e 19 de novembro de 2013, no Rio Grande do Sul, promoveu o intercâmbio de experiências entre oito observatórios brasileiros de diversas áreas, além de debates sobre desafios e possibilidades das iniciativas. O evento foi organizado pela Universidade do Vale do Rio do Sinos e o Centro Universitário La Salle.

O Observatório da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta – Teia de Ecologia de Saberes e Práticas esteve presente no evento e despertou interesse, durante sua apresentação, sobre a metodologia utilizada: a Teia de Ecologia de Saberes. Integrante da equipe executiva do Observatório, a socióloga Rosana Kirsch apresentou a iniciativa aos participantes do encontro. “Pude perceber que os observatórios são espaços acadêmicos, com diferentes níveis de relação com espaços para fora da universidade e impacto em políticas públicas, ainda com restrita articulação com movimentos sociais. Trabalham com análise de bancos de dados oficiais e são espaço para formação de pesquisadores/as, apresentando em números as teses, dissertações e artigos que publicam”, avaliou.

A pesquisadora Maria da Glória Gohn fez uma palestra na noite de abertura do Seminário trazendo reflexões sobre movimentos sociais. Ao final do seminário, Gohn observou que, entre as iniciativas presentes, apenas o Observatório da Pol. De Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta apresentou sua abordagem metodológica, e defendeu ser importante que todas as iniciativas evidenciassem suas opções metodológicas, uma vez que a análise/ pesquisa é feita a partir de um olhar.

Perfil – Análises, artigos e publicações são os resultados mais comuns do trabalho dos observatórios, em geral voltados para um perfil de pesquisa, acesso à informação voltada para a garantia de direitos.

Uma dificuldade comum às diversas iniciativas é o uso de bancos de dados, pois a coleta das informações não está voltada para a pesquisa, sendo comum haver informações incorretas que dificultam as análises.

A partir da participação no evento, o Observatório da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta se sentiu provocado a buscar contato com outros observatórios da área de saúde. No Brasil, temos observatórios que analisam a situação da saúde, na perspectiva de gênero, de custos, de recursos humanos, da saúde do trabalhador/a, da criança e adolescente, das iniquidades e da tecnologia da informação.

Como resultado do Seminário, foi proposta a criação de uma Rede de Observatórios que tem como objetivo a troca de informações, experiências e sistematizações dos diferentes observatórios. A proposta é que em março aconteça a primeira reunião da Rede.