Fonte: Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), com edição do Observatório.
Por: Comunicação MPA , em 07/03/2014

MPA realiza jornada nacional de lutas das mulheres camponesas em todo o Brasil

 

Rodovias são transformadas em sala de aula em protesto contra a precarização da educação: essa é uma das ações de denúncia realizadas hoje (7 de março) por mulheres camponesas do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), no Piauí.

Como parte das ações no Dia Internacional da Mulher, camponesas vêm a público denunciar os problemas cotidianos das mulheres e  famílias no campo. O povo camponês trava diariamente diversas batalhas por  dignidade, direitos e soberania. A ação faz parte das atividades do MPA durante o dia 8 de março, que incluem ocupações, seminários e encontros.

Para Maria Kazé, da coordenação nacional do MPA,  a jornada de luta das mulheres representa  o descontentamento da classe trabalhadora contra um sistema opressor e violento que diariamente assassina de diversas formas o povo, mas sobretudo as mulheres:  “Nosso grito vem de todos os cantos, das comunidades que ainda não têm energia elétrica, assistência medica,  das mulheres e homens exploradas nos latifúndios, das crianças sem escola, que em lugares longínquos que sejam já sofrem com a exploração do capital”, afirmou Kazé.

Uma escola no asfalto

Durante toda a sexta (07), dia que antecede  o Dia internacional de Luta das Mulheres, camponesas e camponeses do MPA ocupam rodovia  no Piauí, transformando o asfalto em sala de aula. “As comunidades camponesas assistem, há 13 anos, o fechamento de escolas nas comunidades camponesas,  o que obriga e arrasta as crianças até as cidades, transportadas em cima de caminhões e carros abertos, passando horas e horas em deslocamentos forçados. Por isso hoje milhares de mães, irmãs, tias, avós desafiaram-se e ocuparam as BRs do Brasil, montando salas de aula no asfalto pra denunciar o descaso do país com nossas crianças”, afirmou Kazé.

Os diversos movimentos que estão se mobilizando para fazerem lutas em torno do 8 de março  não cumprem uma agenda isolada. Diariamente  travam grandes lutas pelo direito e reconhecimento das mulheres no campo e na cidade. No entanto, o 8 de março se torna um momento massivo, é um grito conjunto  para ser ouvindo por todos.  .