Por: Vivianne Paixão
Fotos: Toni Ferreira DAGEP/SGEP/MSME

Mais uma mesa-redonda repleta de bons diálogos na manhã desta terça-feira, dia 4, durante a II Mostra Nacional de Experiências em Gestão Estratégica e Participativa no SUS (II EXPOGEP). Com o tema “Mobilização Social: Direito à Saúde e Diversidade”, participantes lotaram o auditório Master, do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

O convidado para coordenar esse grande encontro foi o secretário Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (SESAI/MS), Antônio Alves. “Essa é a minha casa e é um prazer retornar hoje coordenando uma mesa que o tema está na ordem do dia”, disse ele, ressaltando que já foi secretário de Gestão Estratégica e Participativa.

Em seguida, a diretora do Departamento de Apoio à Gestão Participativa (SGEP/MS), Júlia Roland, apresentou alguns pontos que foram importantes durante os três anos da atual gestão. “Os momentos da participação social de construção do Sistema Único de Saúde que mais se destacam são as Conferências Nacionais. São espaços que falam da mobilização social com direito à saúde e diversidade. Esse é um tema bastante atual e precisamos ficar bastante atentos para o processo de construção e avanço do SUS. É preciso dialogar com os movimentos e fazer com que a população brasileira conheça mais sobre o Sistema e segure com mais força essa bandeira”, destacou.

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O pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Roberto Pires, afirmou que, nos últimos anos, vem realizando algumas pesquisas sobre a incorporação da participação social das políticas públicas de diversas áreas e trouxe algumas reflexões para o debate sobre o que acontece nesse processo quando a participação se torna um elemento característico da gestão das políticas públicas.

“A ideia é tentar entender, principalmente, as diferenças entre a área de saúde, mais especificamente do SUS, e as outras políticas públicas desempenhadas no Brasil. O SUS é uma grande referência. Isso cria uma responsabilidade enorme que é a necessidade de continuar inovando para que ela se torne mais efetiva. Estudos têm demonstrado impactos positivos”, garantiu.

O consultor de Diversidade e Engajamento da Comunidade, Augusto Mathias, que é brasileiro, mas vive há 35 anos no Canadá, dos quais 25 atuando em políticas de gestão participativa na prefeitura de Toronto/Canadá, foi convidado para participar da mesa-redonda e detalhar sobre experiências de mobilização e diversidade. Mathias pontuou diferenças entre Brasil e Canadá, como condições econômicas, socialização e gerenciamento de recursos, e ainda falou sobre a visão de longo prazo e a implementação de legislação e políticas já existentes. “Os programas e parcerias são importantes instrumentos utilizados no processo de engajamento”, completou.

Para encerrar o bate-papo, a presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Maria do Socorro, ressaltou que o Brasil tem destaque no cenário internacional por abrir diálogo com os movimentos sociais e as instâncias que realizam o Controle Social. “Discutir direito é discutir identidade. Nós estamos mobilizados. Temos que fazer uma revolução no sentido de transformar a sociedade brasileira mais igualitária e, com certeza, a saúde tem um papel importante nisso”, concluiu.