15 de outubro de 2014 – Por Bruno C. Dias

Produção de conhecimento, articulação de lutas e também de cultura. Elemento fundamental da compreensão do processo saúde-doença e front importante das conquistas sociais, a cultura e a arte estarão presentes em toda a programação do 2º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente (2º Sibsa). Todos os dias haverá atividades culturais no Minascentro, e na noite de segunda-feira (20), está programada uma atividade de integração no Mercado Distrital do Cruzeiro com dois shows.

As expressões vão do maracatu à música de viola, do forró à dança contemporânea, e privilegiam a produção realizada no estado de Minas Gerais. Haverá também três exposições de fotografias, com os trabalhos de André Mantelli, Mercedes Zuliani, Tuira Tule, Ivanessa Brito e os fotógrafos do Projeto Vidas Paralelas do Campo. O encerramento do Simpósio contará com uma produção coletiva, chamando todos para cantar numa grande roda de samba de terreiro. Conheça os artistas e os horários das apresentações:

Trovão de Minas: O grupo mineiro pesquisa há 12 anos o Maracatu Nação, expressão da cultura popular pernambucana. A percussão é o principal elemento musical desse gênero, com destaque para os sons ritmados tirados da alfaia, da caixa, do agbê, do ganzá e do gonguê que, junto com as loas (canto) e o apito do regente, contagiam o público. Hoje em dia, o Trovão é formado por 20 batuqueiros, como são chamados os percussionistas desta manifestação, que além de pesquisarem e representarem essa cultura tradicional  apresentam um trabalho de composições próprias.

Horário: Dia 19/10, das 20h30 às 21h, no Minascentro

Companhia Circunstância: Formada pelos artistas Diogo Dias, Luciano Antinarelli, Evandro Heringer, Miguel Safe, Dagmar Bedê e Yuri Pinto, a trupe se dedica desde 2004 à arte da palhaçaria e do teatro de rua, realizando espetáculos, intervenções e oficinas em diversas cidades e estados do Brasil. A qualidade do trabalho é reconhecida pelo público e pelas agências de fomento e parceiras com produtores de espaços teatrais. Atualmente, a Circunstância está com o espetáculo “De Mala às Artes”, que resgata contos e histórias de Pedro Malazartes, personagem conhecido não apenas no Brasil, mas em diversos países da América e Europa. No 2º Sibsa, apresentarão a montagem “Viva na Roda”.

Horário: Dia 20/10, das 9h30 às 10h, no Minascentro

Pereira da Viola: Nascido na Comunidade Quilombola de São Julião – distrito de Teófilo Otoni, em Minas Gerais, Pereira da Viola alia a arte à militância cultural por meio das pesquisas sobre a cultura popular do Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres do Brasil, mas ricas em diversos tipos de manifestações culturais. Ainda jovem, após rica experiência como presidente de um sindicato rural, aproximou-se de movimentos sociais e pode ampliar seus horizontes culturais, o que acabou por culminar no desenvolvimento de sua habilidade ao violão e, mais tarde, no instrumento que veio lhe consagrar como grande representante das artes do Brasil e de Minas Gerais – a viola. Com 5 CD´s autorais (“Terra Boa”, “Tawaraná”, “Viola Cósmica”, “Viola Ética” e “Akpalô”), todos lançados em pequenos selos independentes, Pereira da Viola também participou de relevantes trabalhos coletivos, festejados pelos amantes da música regional brasileira.

Trio Gandaiêra: Os jovens Daniel Luis de Gouvêa, Danilo Alves e Cristiano Brandão se conheceram nas rodas de forró de Belo Horizonte e, encantados com o ritmo nordestino, se juntaram para fazer do amor à música a expressão artística deles próprios, respeitando a tradição do triângulo, da zabumba e da sanfona com um repertório que valoriza as melhores composições de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Raimundo Fagner, Trio Nordestino, Trio Forrozão, Trio Virgulino, Alceu Valença, Flávio José, Santana, entre outros.

Horário: Dia 20/10, das 19h30 às 23h, no Mercado Distrital do Cruzeiro

Código Movimento: A agrupação artística sediada em Belo Horizonte e dirigida pela dançarina Priscila Patta desenvolve pesquisas em linguagens do movimento. O foco do grupo está em potencializar formas individuais de se expressar através da dança, por meio da pergunra Qual é o código do SEU movimento? No 2º Sibsa apresentarár o espetáculo “A Dança Que Digiro”.

Horário: Dia 21/10, das 9h30 às 10h, no Minascentro

Luís Perequê: Batizado como Luiz Carlos Albino Veloso, nasceu e foi criado em um dos últimos grandes redutos de Mata Atlântica, entre o mar e a Serra do Mar, na região de Paraty, sul do estado do Rio de Janeiro. Sua ligação com a terra e o amor pela arte são as razões que fazem de Luís Perequê ser um forte representante da cultura e do modo de viver do caiçara, denominação que abrange fluminenses e paulistas que vivem nas cidades litorâneas dessa região do Brasil cruzada pela BR-101. Perequê fundou o Silo Cultural José Kleber, espaço que se propõe a revelar talentos locais e a preservar e divulgar a cultura local. Também criou a Rede Caiçara de Cultura, que foi representante do segmento Caiçara na Comissão de Políticas Públicas para Comunidades Tradicionais do Ministério do Meio Ambiente.

Horário: Dia 21/10, das 18h às 18h50, no Minascentro

Encerramento cultural: Roda de Samba de Terreiro

Horário: Dia 22/09, das 9h30 às 10h, no Minascentro

Exposição de fotografias:

Projeto Vidas Paralelas do Campo (PVP CAMPO)
: A mostra traz o fruto das oficinas e trocas de experiências com trabalhadores em assentamentos e comunidades do MST, MPA, MMC e coletivos envolvidos na Campanha Contra os Agrotóxicos e pela Vida em 15 territórios.

Baía de Sepetiba e Santa Cruz: em busca de um futuro legal: Com fotografias de André Mantelli, a exposição é uma ação do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul  (Pacs) e denuncia as violações de direitos humanos cometidas pela Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) sobre os/as moradores/as de Santa Cruz e pescadores da Baía de Sepetiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Em movimento: As fotografias de Mercedes Zuliani, Tuira Tule e Ivanessa Brito trazem em suas imagens a premissa que fotografar é mais que olhar. Para as artistas, fotografar é ser tocado e tocar e agir. Na mostra, imagens da luta pela terra e ações políticas e sociais de demais movimento, convidando a todos a descongelar estes instantes capturados

Local: Hall do Minascentro, durante todo o evento