Fonte: MAB, 04/04/2014 

Integrantes da coordenação nacional do MAB da Bahia, Minas Gerais, Paraíba, Ceara, Tocantins e Rondônia se reuniram com os ministros da Integração Nacional e da Secretaria Geral da Presidência da República para cobrar agilidade nas pautas do movimento

Nesta quinta-feira (04), integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) se reuniram com os ministros Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Francisco Teixeira, do Ministério da Integração Nacional, com Presidente da CODEVASF e com o Secretário de Irrigação para entregar a pauta de reivindicações do movimento e cobrar agilidade nos encaminhamentos.

Entre as pautas nacionais foi discutida a importância do Ministério da Integração Nacional fazer parte da Frente Interministerial que participa da elaboração da Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PNAB).

Esta é uma demanda antiga do movimento, que cobra uma garantia em lei e recursos públicos para assegurar os direitos dos atingidos por barragens.

Outro ponto apontado foi a necessidade de mudanças na Política de Irrigação Semiárido, atualmente coordenada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba, que privilegia projetos voltados ao agronegócio e exclui milhares de pequenos agricultores.

O MAB reivindica uma mudança de critérios por parte dos órgãos, dos quais seja priorizado o acesso à água aos pequenos agricultores. Além disso, o movimento cobra um programa de desenvolvimento das regiões atingidas por barragens.

Emergencialmente para Acauã, os atingidos exigem a intervenção dos ministérios na questão do acesso à água. Atingidos há mais de uma década, os moradores da região não foram reassentados ou indenizados até hoje e enfrentam a falta de água para consumo humano.

Em relação aos problemas de Rondônia, o Ministério da Integração confirmou que tem a responsabilidade de ajudar, mas depende da demanda da defesa civil municipal e estadual. O ministro afirmou “que tudo o que está sendo demandado das esferas locais, está sendo atendido”.

O MAB afirma que o povo não pode esperar os tramites da burocracia do estado. “Deveria ser feito uma força tarefa, para pensar na reestruturação da vida destes milhares de pessoas”, afirmou a integrante da coordenação nacional do MAB, Ivanei Dalla Costa.