Por Geísa Guterres (NESP/UnB)

Na tarde desta quarta-feira (19) os participantes do II Encontro Nacional de Saúde das Populações do Campo e da Floresta compartilharam experiências saúde.  O professor de direito da Universidade Federal de Goiás (UFG), José do Carmo Alves Siqueira e Marilia Barreto Souto, do INCRA/GO, apresentaram iniciativa de formação de pessoas do campo na área de direito da UFG no município de Goiás Velho (GO). Contando as dificuldades e felicidades da prática, que em sua primeira turma formou 54 dos 60 alunos ingressantes, eles comemoram o êxito fazendo a chamada para o próximo vestibular, para abertura da terceira turma, que acontecerá no Paraná. Falando do “ direito ao direito” o professor José do Carmo lembrou que a primeira barreira a ser transposta é o vestibular.

A professora Rita Rego, da Universidade Federal da Bahia, apresentou o estudo feito em conjunto com as mulheres marisqueiras, que identificou as principais queixas relacionadas ao trabalho – a exemplo das Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/Dort ) -, e formou as mulheres como empreendedoras, capacitando-as para agregar valor aos produtos, sempre pensando na sustentabilidade. Em seguida, o químico e pesquisador da Embrapa Instrumentação, Wilson Tadeu da Silva, mostrou a implantação e funcionamento da fossa séptica biogestora, bem como seu produto: um fertilizante líquido muito eficiente. Evitando as doenças mais comuns, como diarréia, vermininoses e hepatite A, Wilson advertiu que “água limpa não quer dizer que não está contaminada”, chamando atenção para o baixo índice da população rural que faz uso de sistema adequado, somente 24%. Ele também expôs a atuação do clorador e do jardim filtrante.

Com a exibição do vídeo feito durante a “Escuta itinerante: acesso dos povos do campo e da floresta ao SUS”, José Wilson, da Contag apontou que a saúde foi uma das principais preocupações dos entrevistados. A maioria reconhece que o Sistema Único de Saúde (SUS) é bom, mas falaram das dificuldades para marcar consultas, fazer exames e acesso a medicamentos.

Após a apresentação, os participantes dividiram-se em grupos de trabalho por regiões do país, para construir avaliações e propostas para a implementação de política de saúde para as populações do campo e da floresta.