Em discussão as diretrizes da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, Floresta e Águas

As propostas para construção das diretrizes que irão compor o Plano Operativo 2016-2019 da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, Floresta e Águas foram discutidas por gestores e movimentos sociais que integram o Grupo da Terra, nessa quarta-feira (11). A reunião do grupo ocorreu dentro da programação do 3° Congresso Norte e Nordeste de Secretarias Municipais de Saúde e 1ª Mostra Norte/Nordeste de Experiências na Atenção Básica, que acontece em João Pessoa (PB) e segue até esta sexta-feira (12).

Além das propostas para quadriênio 2016-2019, o Grupo da Terra – espaço consultivo de participação social do Ministério da Saúde responsável por monitorar a implementação dessa política de equidade – também fez um balanço dos avanços do atual Plano Operativo, aprovado pela Comissão Intergestores Tripartite. O documento define diretrizes e estratégias pactuadas por cada esfera de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) na execução das ações de saúde voltadas às populações do Campo, da Floresta e das Águas.

“Para a construção do próximo plano operativo precisamos discutir as diretrizes que apontem as estratégias. Por isso é preciso atualizar o plano, incluindo nessa nova proposta outras políticas de saúde que foram aprovadas após a publicação do atual Plano Operativo. Além disso, devemos também incluir aquilo que não avançou nesses últimos quatro anos”, explicou a diretora do Departamento de Apoio à Gestão Participativa da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde (DAGEP/SGEP/MS), Kátia Souto.

Tanto a avaliação do que já foi implementado quanto as propostas para construção das novas diretrizes foram discutidas tendo por base os quatro eixos do Plano Operativo da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, Floresta e Águas: acesso à saúde, vigilância e promoção da saúde, educação permanente e educação popular, monitoramento e avaliação.

Também Participaram da reunião representantes de outras áreas do Ministério da Saúde – Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador da Secretaria de Vigilância em Saúde, DATASUS, Departamento de Atenção Básica da Secretária de Atenção à Saúde – e de outros órgãos que integram o SUS: Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Nacional do Câncer, Secretária Municipal de Saúde de João Pessoa e Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte.

Assim como outros integrantes do Grupo da Terra incluindo Movimento dos Sem Terra, Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste, Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, Confederação dos Trabalhadores da Agricultura, Movimento dos Atingidos por Barragens, Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais, Movimento das Mulheres Camponesas e Movimento de Luta pela Terra.

“Acho que em todos os eixos, mas especialmente no do acesso à saúde, precisamos pensar diretrizes que apontem como o gestor pode materializar isso na prática dos serviços e em um modelo de atenção que leve em consideração as especificidades das populações que vivem fora da cidade”, destacou a representante MST, Gislei Siqueira Knierim.

Fonte: http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretarias/sgep/sgep-noticias/18056-grupo-da-terra-se-reune-durante-3-congresso-do-cosems-norte-e-nordeste