­

“Populações do campo, floresta e águas – Modelos de desenvolvimento na determinação social do seu processo saúde-doença.”

Fonte: http://conselho.saude.gov.br/16cns/ Carta do grupo de discussão da atividade autogestionada "Populações do campo, floresta e águas – Modelos de desenvolvimento na determinação social do seu processo saúde-doença" elaborada por participantes da 16ª Conferência Nacional de Saúde. Carta-Roda-de-Conversa-CFA-02.08.2019-v.3Baixar

Por |8/08/2019|Notícias sobre Saúde do Campo e da Floresta|Comentários desativados em “Populações do campo, floresta e águas – Modelos de desenvolvimento na determinação social do seu processo saúde-doença.”

CARTA DO ENCONTRO DAS ÁGUAS SANTARÉM, 17 DE JUNHO DE 2019.

A região de Santarém, localizada no oeste do Pará, é reconhecida nacionalmente como o local onde há o encontro fenomenal de dois grandes rios da região Norte do país: o rio Tapajós e o Amazonas. Em 2014, esse encontro foi reconhecido como patrimônio cultural de natureza imaterial do Pará devido sua exuberância e também pela importância turística para a região. (Foto: Prefeitura de Santarém) Como de praxe, é natural que os povos nativos da região tentem proteger a riqueza ambiental da localidade. O maior problema enfrentado por essas pessoas é o "desenvolvimento" que grandes empreendimentos trazem para o território, isto é, consequências danosas para o meio ambiente e para a forma de viver das comunidades. Visando mostrar suas convicções, foi atualizada a Carta do Encontro das Águas Santarém em 17 de Junho desse ano, a fim de reafirmar o compromisso que as comunidades, instituições e movimentos populares têm em exigir a devida proteção que os mencionados recursos hídricos merecem. Trechos da carta:"Essas águas limpas e serenas dos rios Juruena, Teles Pires e Tapajós hoje seagitam sob as ameaças de inúmeros projetos em operação, em construção ou planejados,como hidrelétricas, portos, ferrovias, hidrovias, mineração, madeireiras, monoculturas. Por essas águas uniremos nossas forças.""Lutamos contra a invisibilidade que tentam nos impor. Para isso, nos mobilizamos e fazemos pressão sobre os poderes constituídos, denunciamos as injustiças, nos conectamos em redes, produzimos conhecimentos, realizamos a autodemarcação dos nossos territórios, ocupamos áreas que não respeitem a função social da propriedade tal como definido na nossa Constituição Federal. " Segue link para acesso a carta do encontro das águas de santarém: http://www.saudecampofloresta.unb.br/wp-content/uploads/2019/06/CARTA-DO-ENCONTRO-DAS-ÁGUAS-ATUALIZADA.pdf

Por |26/06/2019|Boletins, Notícias sobre Saúde do Campo e da Floresta|Comentários desativados em CARTA DO ENCONTRO DAS ÁGUAS SANTARÉM, 17 DE JUNHO DE 2019.

ENTREVISTA: SAÚDE INTEGRAL DAS POPULAÇÕES DO CAMPO, DA FLORESTA E DAS ÁGUAS

"Cuidar dessas populações do campo, da floresta e das águas é cuidar de quem hoje são os guardiões da nossa biodiversidade", pontua Fernando Carneiro / Foto: Acervo Pessoal O atual contexto socioambiental preocupa ambientalistas, pesquisadores e, mais ainda, os povos e comunidades tradicionais que guardam a sociobiodiversidade dos biomas brasileiros. Em entrevista ao OTSS, Fernando Carneiro, pesquisador da Fiocruz Ceará, fala sobre a importância de se demonstrar cada vez mais, por meio de estudos científicos, a importância da proteção naturalmente exercida pelos chamados povos dos campo, das florestas e das águas na salvaguarda da sociobiodiversidade brasileira. Ele tem sua trajetória profissional ligada à promoção da saúde no campo e integra o "GT Saúde e Ambiente da Abrasco" e o Observatório da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, Floresta e das Águas – Teia de Saberes e Práticas (OBTEIA). Fernando Carneiro, pesquisador da Fiocruz Ceará, fala sobre o trabalho do Observatório da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas – Teia de Saberes e Práticas (OBTEIA) para a promoção de territórios sustentáveis e saudáveis no Brasil. Acompanhe na íntegra essa entrevista: https://www.otss.org.br/post/entrevista-saude-integral-das-populacoes-do-campo-da-floresta-e-das-aguas Fonte: Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina.

Por |17/06/2019|Notícias sobre Saúde do Campo e da Floresta|Comentários desativados em ENTREVISTA: SAÚDE INTEGRAL DAS POPULAÇÕES DO CAMPO, DA FLORESTA E DAS ÁGUAS

Pesquisa da UERN, UFERSA e Fiocruz fará um diagnóstico da situação de vida e saúde de famílias rurais do semiárido

Representantes da UFERSA, UERN e Fiocruz, CE Pesquisadores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) tiveram um projeto aprovado junto à Fiocruz para realização de cooperação técnica e científica que viabilizará a pesquisa “Produção de indicadores para avaliação das condições de vida das famílias e acesso aos serviços de atenção primária em territórios do litoral e do sertão do Ceará e Rio Grande do Norte”. O assunto foi discutido nesta terça-feira, 7, e contou com a presença da equipe da Fiocruz, da UERN e da UFERSA. A UERN foi representada pelo pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Rodolfo Lopes; a diretora da Faculdade de Enfermagem, Érica Louise; e a professora Andrezza Pontes, que integra o Grupo de Pesquisa Marcos Teóricos Metodológicos Reorientadores da Educação e do Trabalho em Saúde, da FAEN/UERN. A pesquisa tem como objetivo apresentar um diagnóstico da situação de vida e saúde de famílias e comunidades rurais do semiárido que moram no campo e no litoral. Inicialmente serão trabalhadas comunidades nas regiões de Apodi/RN e Icapuí/CE. Os pesquisadores que estão à frente do projeto no RN são Andrezza Pontes (UERN) e Jennifer do Vale (UFERSA). Fonte:http://portal.uern.br/blog/pesquisa-da-uern-ufersa-e-fiocruz-fara-um-diagnostico-da-situacao-de-vida-e-saude-de-familias-rurais-do-semiarido/

Por |9/05/2019|Notícias sobre Saúde do Campo e da Floresta|Comentários desativados em Pesquisa da UERN, UFERSA e Fiocruz fará um diagnóstico da situação de vida e saúde de famílias rurais do semiárido

Mesa-redonda coloca em debate agronegócio, saúde e meio ambiente

De um lado, os avanços do agronegócio brasileiro. De outro, os impactos à saúde e ao meio ambiente causados pelo uso dos agrotóxicos. O embate gerou uma rica discussão no Auditório Jatobá na quarta-feira, 17, durante a Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) no Campus Rio Verde. A mesa-redonda teve início com a exposição do chefe-geral da Embrapa Arroz e Feijão, Alcido Elenor Wander, que mostrou à plateia um panorama do agronegócio brasileiro no que se refere à pesquisa, à tecnologia e à inovação, bem como o reflexo desses investimentos na economia do País. De acordo com Wander, ao investir na “agricultura baseada em ciência”, o Brasil aumentou sua produtividade nas últimas décadas e tem hoje uma produção intensa e bastante diversificada. “Somos um gigante mundial do agronegócio”, resume. Entre os benefícios que tais títulos trouxeram aos brasileiros, o profissional citou alguns Índices de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) – que têm como parâmetros a educação, a renda e a saúde da população. De acordo com ele, esses indicadores melhoraram nas cidades cuja principal atividade econômica são a agricultura e a agroindústria. Outra informação relevante trazida pelo pesquisador foi que o custo da cesta básica no País caiu pela metade nos últimos anos. “Na década de 70 não havia produção de alimentos suficiente e os preços, naturalmente, eram mais altos”, justifica. Além disso, o Brasil possui um mercado interno expressivo e, com isso, não depende somente das exportações. Essas conquistas ocorreram, conforme o chefe da Embrapa, pela atuação do Estado como agente público na agropecuária. “Por meio da pesquisa pública, transformamos solos pobres em áreas produtivas”, explica, exemplificando que a soja era uma cultura do Sul do Brasil e hoje é produzida [...]

Por |30/05/2018|Notícias sobre Saúde do Campo e da Floresta|Comentários desativados em Mesa-redonda coloca em debate agronegócio, saúde e meio ambiente

A Primavera Silenciosa brasileira

Uma comissão especial do Congresso Nacional criada para analisar o chamado “PL do veneno” (Projeto de Lei 6299/02) irá votar um relatório que poderá significar o desmonte do sistema normativo regulatório de agrotóxicos brasileiro. Há 60 anos atrás Rachel Carson, uma bióloga norteamericana publicou a Primavera Silenciosa. Seu livro representou um marco no despertar do ecologismo político ao desnudar publicamente os efeitos nocivos de uma tecnologia transplantada da indústria bélica para a agricultura e que se disseminou globalmente após a Segunda Guerra Mundial, com o projeto político ideológico da Revolução Verde. A Lei de agrotóxicos do Brasil, de 1989, trouxe medidas mais restritivas para o registro dessas substâncias, pois anteriormente era muito facilitada a entrada dessas substâncias tóxicas no país. Mesmo assim, até os dias de hoje perduram isenções fiscais concedidas pelos governos aos venenos chegando em alguns estados a 100% de isenção de impostos e a vinculação entre a obtenção de crédito agrícola por parte dos agricultores à compra obrigatória de agrotóxicos. Segundo dados do Ministério da Saúde, de 2000 a 2012, ocorreu um aumento de 160% na comercialização de agrotóxicos e uma ampliação de apenas 19,5% na área plantada nesse período, o que inclui a entrada de transgênicos na agricultura brasileira cujo argumento era que iria diminuir o consumo de agrotóxicos. Isso tem colocado o Brasil nos primeiros lugares de consumo de agrotóxicos no mundo e na contramão de tendências de redução de uso existentes na Europa e até mesmo na China. Num mundo de jogo de palavras a Bancada Ruralista declara que o objetivo do “PL 6299/02” é de contarmos com “alimentos mais seguros”, vamos “modernizar a legislação”, mas uma das propostas centrais é nos proibir de chamar os agrotóxicos de “venenos” [...]

Por |16/05/2018|Notícias sobre Saúde do Campo e da Floresta|Comentários desativados em A Primavera Silenciosa brasileira

Assassinatos no campo batem novo recorde e atingem maior número desde 2003

Via: CPT A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulga hoje os dados de assassinatos em conflitos no campo no Brasil em 2017 – o maior número desde o ano de 2003. A CPT também denuncia ataques hackers que sofreu no último ano, provavelmente dentro do processo de criminalização contra as organizações sociais que tem se intensificado, e que acabou impossibilitando a conclusão e o lançamento nessa data de seu relatório anual, o “Conflitos no Campo Brasil”. Confira, também, o material em inglês e em espanhol: EN - SUGGESTED GUIDELINE - Murders in the countryside hit a new record and reach the highest number since 2003  ES - SUGERENCIA DE PAUTA -Asesinatos récord en el campo con el mayor número desde 2003 Mesmo com o atraso em sua publicação, a CPT torna públicos hoje os dados de assassinatos em conflitos no campo ocorridos no ano de 2017. Novamente esse tipo de violência bateu recorde, e atingiu o maior número desde 2003, com 70 assassinatos (confira aqui a tabela). Um aumento de 15% em relação ao número de 2016. Dentre essas mortes, destacamos 4 massacres ocorridos nos estados da Bahia, Mato Grosso, Pará e Rondônia. Destacamos, ainda, a suspeita de ter ocorrido mais um massacre, de indígenas isolados, conhecidos como “índios flecheiros”, do Vale do Javari, no Amazonas, entre julho e agosto de 2017. Seriam, pelas denúncias, mais de 10 vítimas. Contudo, já que o Ministério Público Federal no Amazonas e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), não chegaram a um consenso, e diante das poucas informações a que a CPT teve acesso, por se tratar de povos isolados, o caso não foi inserido na listagem por ora apresentada (Confira aqui a política e regras de uso dos dados da CPT). A CPT ressalta, [...]

Por |17/04/2018|Notícias sobre Saúde do Campo e da Floresta|Comentários desativados em Assassinatos no campo batem novo recorde e atingem maior número desde 2003

DOSSIÊ: VIOLAÇÕES AOS TERRITÓRIOS TRADICIONAIS E CRIMES CONTRA AS ÁGUAS

DOSSIE - AGUAS - FAMA 20mar2018 - versao FINAL - sandra Veja o dossiê elaborado durante o Fórum Alternativo Mundial da Água pelos  Povos Originários e Comunidades Tradicionais do Brasil.

Por |21/03/2018|Notícias sobre Saúde do Campo e da Floresta|Comentários desativados em DOSSIÊ: VIOLAÇÕES AOS TERRITÓRIOS TRADICIONAIS E CRIMES CONTRA AS ÁGUAS

População rural do Brasil é maior que a apurada pelo IBGE, diz pesquisa

Via: Agência Brasil Pesquisa apoiada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário calcula que 36% da população brasileira é rural, diferentemente dos cerca de 16% apontados pelo último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual maior considera a aplicação de um conceito de rural defendido pelos pesquisadores. De acordo com o levantamento, como só existe o conceito de urbano na legislação, a ruralidade acaba sendo definida por exclusão. A pesquisa é uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura, o Ministério do Planejamento e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e foi apresentada hoje (9), na primeira edição do Diálogos sobre o Brasil Rural, evento destinado ao debate de temas relacionados ao setor. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, participou da abertura do evento, que terá outras edições. O  ministro  Patrus  Ananias  participa de debate. Foto: Antonio Cruz/Agencia Brasil   Segundo a coordenadora da pesquisa Repensando o Conceito de Ruralidade no Brasil: Implicações para as Políticas Públicas, Tânia Bacelar, é essencial ter a compreensão certa do que é o mundo rural para o desenvolvimento adequado de políticas públicas para os moradores dessas regiões. ”Há uma carência de políticas públicas nos territórios rurais. Embora tenha tido uma melhora, ainda é insuficiente, e isso talvez se deva à ideia de que o rural está se extinguindo”, disse a pesquisadora. Tânia explicou que a pesquisa tenta identificar o que é o Brasil rural de hoje e mostrar que, muitas vezes, as políticas públicas desenvolvidas para quem vive em cidades não são adequadas para quem vive no campo. “O Brasil do século 20 tentou ser mais urbano e ter uma economia industrial. Isso [...]

Por |30/11/2017|Notícias sobre Saúde do Campo e da Floresta|Comentários desativados em População rural do Brasil é maior que a apurada pelo IBGE, diz pesquisa

Atlas: Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia

Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia Larissa Mies Bombardi Laboratório de Geografia Agrária FFLCH - USP, São Paulo, 2017. Este Atlas é resultado de um trabalho intenso que vem sendo desenvolvido nos últimos três anos, e toda a parte técnica de cartografia e de design foi realizada solidariamente. ​ A ideia é que as informações aqui contidas possam circular e possam ser um importante instrumento de conscientização e, também, de suporte para políticas públicas que envolvam a proteção da população exposta aos agrotóxicos. Acesse aqui: https://drive.google.com/file/d/1ci7nzJPm_J6XYNkdv_rt-nbFmOETH80G/view ​

Por |30/11/2017|Notícias sobre Saúde do Campo e da Floresta|Comentários desativados em Atlas: Geografia do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com a União Europeia