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Faça sua feira em uma feira agroecológica!

As feiras livres são locais onde, além da comercialização de produtos, a interação de saberes popular e alimentar estão presentes. As feiras agroecológicas são de suma importância pois, além de conter os elementos citados acima, elas comercializam e funcionam como um canal direto entre o produtor e o consumidor. A feira agroecológica comercializa alimentos que são oriundos da Agricultura Familiar, são vendidos por um preço justo e sem veneno. Com o início do isolamento social, devido a pandemia da Covid-19, as feiras tiveram que parar seu funcionamento normal e se adaptar à novas regras para continuar vendendo seus produtos. Assim, cooperativas e feiras de Fortaleza adotaram o sistema de entregas para continuarem fornecendo seus produtos, alguns locais até permitem que se faça retirada dos produtos na sede da cooperativa. Entretanto, mesmo com as retiradas, os produtos precisam ser encomendados por meio de plataformas on-line, aplicativos de mensagens, entre outros, disponibilizados pelas próprias cooperativas. Segue aqui a lista de Instagram das cooperativas que estão com este serviço: @centrofreihumerto @feiranoparqueorganicos @feiracaroa @ecoboxce @lafeiraorganica @sitiotanques @sitio_mangueiral Caso você conheça outras iniciativas compartilhe conosco.

Por |7/07/2020|Notícias do Observatório|Comentários desativados em Faça sua feira em uma feira agroecológica!

Nota de pesar de Amâncio Ikõ Munduruku

Fiocruz lamenta a morte de Amâncio Ikõ Munduruku A Presidência da Fiocruz e a Direção da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) lamentam a morte de Amâncio Ikõ Munduruku, ocorrida ontem (2). Amâncio tinha 60 anos e vivia na comunidade Praia do Mangue, em Itaituba (PA), e teve um papel importante na construção da Associação Indígena Pahihi'p, que representa as aldeias do Médio Tapajós, e da educação indígena na região. Amâncio vinha apoiando, em nome da Associação Indígena Pahihi'p, o trabalho de campo de uma equipe multidisciplinar coordenada pelos pesquisadores da Ensp Marcelo Firpo, Paulo Basta e Sandra Hacon, desde o segundo semestre de 2019. Os  pesquisadores desenvolvem pesquisas sobre os impactos socioambientais e a saúde do garimpo de ouro na região, e o convívio com Amâncio, por seus conhecimentos e sabedoria, vinha sendo fundamental para o diálogo intercultural com o povo Munduruku. Os Munduruku, assim como os Yanomami e outras etnias, têm sofrido com o garimpo em suas terras. Com a pandemia de Covid-19, tais atividades intensificam os riscos de contaminação e aumentam a vulnerabilidade dos povos atingidos. Somente nos últimos dias, quatro outros Munduruku faleceram em função do novo coronavírus: Vicente Saw (71 anos), Jerônimo Manhuary (86 anos), Angélico Yori (76 anos) e Raimundo Dace (70 anos). A perda representa um importante impacto sobre a cultura e a luta dos Munduruku, pois mais do que lideranças, eles eram guardiões da memória e das tradições de seu povo. A Fiocruz expressa sua solidariedade à família de Amâncio, ao povo Munduruku e a todos os povos indígenas nesse grave momento de pandemia e assume o seu compromisso em defesa da saúde de todos os brasileiros. Para acessar o vídeo de homenagem a Amâncio [...]

Por |3/06/2020|Notícias do Observatório|Comentários desativados em Nota de pesar de Amâncio Ikõ Munduruku

Ecologia de Saberes, Pesquisa Participante e Vigilância Popular em Saúde

Esse foi o tema da roda de conversa promovido pela Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS) e pelo Obteia. Contou com participação de Boaventura de Sousa Santos, Carlos Brandão e Eliete Paraguassu, sob mediação de Fernando Carneiro. Você pode assistir a transmissão, que foi exibida ontem, acessando o canal do portal Youtube, é só clicar no link.

Por |28/05/2020|Notícias do Observatório, Notícias sobre Saúde do Campo e da Floresta|Comentários desativados em Ecologia de Saberes, Pesquisa Participante e Vigilância Popular em Saúde

Roda de conversa com o tema: ‘Ecologia de Saberes, Pesquisa Participante e Vigilância Popular em Saúde no contexto da Pandemia’, com participação de Eliete Paraguassu, Carlos Brandão e Boaventura de Sousa Santos

Roda de conversa sobre Ecologia de Saberes, Pesquisa Participante e Vigilância Popular da Saúde no contexto da Pandemia As populações do campo, floresta e das águas formam um grupo socialmente vulnerável para a pandemia da COVID 19, mas também possuem diversos saberes e práticas desconsiderados pela Ciência Moderna e pelo Estado brasileiro, fundamentais para a defesa da vida nesse momento. Essa roda de conversa promove um encontro histórico começando por uma sábia pescadora da Ilha de Maré na Bahia - Eliete Paraguassu - mulher, quilombola do Movimento de Pescadores e Pescadoras - MPP e uma das líderes na luta pela defesa desta Ilha ameaçada pela contaminação ambiental gerada pelo Porto de Aratu. Eliete representa a luta anticapitalista, antipatriarcal e antiracista. Nessa roda de saberes entra Carlos Rodrigues Brandão - professor, escritor e Educador Popular, uma referência histórica brasileira que dialoga com o pensamendo de Paulo Freire nos processos de geração do conhecimento como a Pesquisa Participante se soma para nos inspirar para pensar formas mais participativas, amorosas e emancipatórias de geração do conhecimento. E como um intelectual de retaguarda - Boaventura de Sousa Santos - professor catedrático da Universidade de Coimbra, mas aqui sobretudo, como um dos idealizadores da Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS), irá fazer as pontes com essas vozes e pensamentos na perspectiva de como a Ecologia de Saberes pode ajudar para enfrentarmos essa pandemia e apontar para uma utopia necessária em tempos tão sombrios. Fernando Carneiro, pesquisador da Fiocruz do Ceará, do Observatório de Saúde das Populacões do Campo Floresta e das Águas (Obteia) e da UPMS será o mediador dessa conversa acreditando que esse encontro gere um legado para inspirar pesquisas e novas práticas de Vigilância de nossa saúde, que [...]

Por |23/05/2020|Notícias do Observatório, Notícias sobre Saúde do Campo e da Floresta|Comentários desativados em Roda de conversa com o tema: ‘Ecologia de Saberes, Pesquisa Participante e Vigilância Popular em Saúde no contexto da Pandemia’, com participação de Eliete Paraguassu, Carlos Brandão e Boaventura de Sousa Santos

Resenha do livro ‘CAMPO, FLORESTA E ÁGUAS: PRÁTICAS EM SAÚDE’ é destaque na revista Cadernos de Saúde Pública

O livro, que foi desenvolvido não só por pesquisadores, mas também por movimentos sociais e pelas comunidades, ganhou uma resenha que foi pulicado este mês no site de Cadernos da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz. Para ter acesso a resenha completa, clique no link.

Por |22/05/2020|Notícias do Observatório, Notícias sobre Saúde do Campo e da Floresta|Comentários desativados em Resenha do livro ‘CAMPO, FLORESTA E ÁGUAS: PRÁTICAS EM SAÚDE’ é destaque na revista Cadernos de Saúde Pública

Mapas do Rio ‘São Francisco’ de 1556 a 1860 na visão do invasor – Beiras D’água

Como um rio é representado em um mapa? Como se traça o perfil de seu curso da nascente à foz? Desde onde ele é visto para ser traçado? Porque desenhos de figuras humanas, de cenas, de paisagens entre a natureza e a cultura estão presentes com grande destaque em alguns mapas antigos e são ausentes em outros? Porque, de uma época para outra, eles desaparecem? Estas questões guiam o estudo "Um risco, um lago, um rio - o rio São Francisco e suas imagens cartográficas em mapas antigos do Brasil e das Américas" de Carlos Rodrigues Brandão e Maristela Corrêa, publicado na Revista Brasileira de Cartografia, v. 67, de 2011. https://www.instagram.com/p/B5-hY8yHB9K/?utm_source=ig_web_copy_link

Por |13/12/2019|Notícias do Observatório|Comentários desativados em Mapas do Rio ‘São Francisco’ de 1556 a 1860 na visão do invasor – Beiras D’água

TECNOLOGIAS SOCIAIS DO NORDESTE NÃO SÃO AGRO – Articulação Semiárido Brasileiro

A campanha Agro é Pop, produzida e veiculada pela TV Globo, grande parceira do setor do agronegócio, anda dizendo que as tecnologias sociais que melhoram a qualidade dos agricultores do Nordeste, é Agro. Estas tecnologias não têm relação com o agronegócio como a TV Globo induz as pessoas a acreditar. As cisternas, especificamente, são fruto de um trabalho construído há mais de 20 anos pela sociedade civil organizada e o povo do Semiárido. Um trabalho concretizado pelas famílias agricultoras campesinas, que produzem mais de 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros e brasileiras e são responsáveis pela criação de 75% dos postos de trabalho no campo no Semiárido, ocupando apenas 27% da área, segundo dados do Censo Agropecuário de 2017 (IBGE). Até quando o CAPITAL vai continuar se apropriando do que ele NÃO cuida e constrói? Até quando o DISCURSO do AGRONEGÓCIO vai continuar associando a sua imagem ao que é belo e fruto do trabalho de agricultores e agricultoras familiares? Até quando o AGRONEGÓCIO vai fingir ter uma alma limpa quando sob si pesa a responsabilidade pela destruição da vegetação, de animais, de fontes de água doce e pelos males às pessoas causados pelos agrotóxicos? A Agro é Pop é uma campanha venenosa para o Brasil assinada pela TV Globo, uma emissora que se utiliza de uma concessão pública de radiodifusão para veicular assuntos de interesses privados, quando deveriam ser de interesse público. https://www.instagram.com/p/B5n5bFvnp4j/?igshid=1qjbs9bzuum7j

Por |9/12/2019|Notícias do Observatório|Comentários desativados em TECNOLOGIAS SOCIAIS DO NORDESTE NÃO SÃO AGRO – Articulação Semiárido Brasileiro

3 de Dezembro: Dia Internacional de Luta contra os Agrotóxicos – 35 anos sem justiça – ABRASCO

No dia 3 de dezembro de 1984, 40 toneladas de Isocianato de Metilo (MIC) vazaram de uma fábrica de agrotóxicos da empresa Union Carbide na cidade indiana de Bhopal. Naquela primeira noite, 3,8 mil pessoas morreram. Outras oito mil morreram ao longo da semana, e a estimativa oficial é que pelo menos 20 mil pessoas tenham morrido deste então. Até hoje, pessoas que foram expostas ao gás têm filhos que nascem com transtornos físicos e mentais. Desde esse fatídico fato, pesquisadores em ciências agrárias, ambientais, saúde coletiva, agricultores e movimentos sociais em uníssono e cada vez maior coro denunciam o crime à saúde e ao meio ambiente que os venenos significam, fazendo do dia 03 de dezembro o Dia Internacional de de Luta Contra os Agrotóxicos. Relembrando as decorrências do criminoso incidente em Bophal, o boletim Outra Saúde lembra que os EUA, havia instalado seu projeto de fábrica na Índia com falhas de segurança. Mas nenhum dos seus oito executivos principais foi preso, e o presidente da multinacional, que aprovou o projeto inseguro da fábrica, pagou uma fiança e morreu impune, como lembra a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida. Hoje a empresa pertence à Dow Chemical. A Campanha Internacional por Justiça em Bhopal tem uma série de reivindicações. Algumas delas: que a Dow pague um mínimo de US$ 8 mil para cada sobrevivente, que os executivos sejam julgados criminalmente, que o governo indiano garanta o desenvolvimento de protocolos de tratamento padronizados para doenças crônicas relacionadas à exposição a gases; que a Dow pague pela limpeza do solo e das águas subterrâneas de acordo com os padrões internacionais. No India Today há uma galeria com fotografias da época e, na BBC, fotos atuais da população afetada. Que todos vejam para que tal atrocidade [...]

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Fiocruz Ceará debate potencial transformador dos Agentes Comunitários de Saúde na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Por |3/12/2019|Notícias do Observatório|Comentários desativados em Fiocruz Ceará debate potencial transformador dos Agentes Comunitários de Saúde na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Comemoração dos 40 anos do Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento Agricultura e Sociedade, da UFRRJ: Lançamento da coletânea “O Rural Brasileiro na Perspectiva do Século XXI”.

Em comemoração dos 40 anos do Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento Agricultura e Sociedade, da UFRRJ, os professores Sergio Pereira Leite e Regina Bruno organização a coletânea "O Rural Brasileiro na Perspectiva do Século XXI". A coletânea encontra-se dividida em três partes, ou blocos, que buscam dialogar entre si, além do prefácio de Maria de Nazareth Baudel Wanderley. A primeira parte aborda de forma abrangente os diferentes significados do rural contemporâneo, tratando de analisar situações específicas que marcam a compreensão e o reconhecimento desses processos em diferentes áreas de estudo. A parte subsequente volta-se sobre a análise de processos e mobilizações sociais que envolve um número expressivo de novos e velhos atores, bem como as diferentes redes estabelecidas a partir dos mesmos, buscando evidenciar a emergência de conflitos e disputas em diferentes áreas de estudo. O último bloco da coletânea enfatiza o tratamento das políticas públicas em diversos setores e níveis, problematizando desde a concepção e o contexto político que caracterizam o Estado brasileiro até os processos de mediação examinados à luz da capacidade de implementação de um número diferenciado de instrumentos de programas governamentais. Baixe o livro a seguir: O Rural Brasileiro na Perspectiva do Século XXIBaixar

Por |3/12/2019|Notícias do Observatório|Comentários desativados em Comemoração dos 40 anos do Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento Agricultura e Sociedade, da UFRRJ: Lançamento da coletânea “O Rural Brasileiro na Perspectiva do Século XXI”.