A região de Santarém, localizada no oeste do Pará, é reconhecida nacionalmente como o local onde há o encontro fenomenal de dois grandes rios da região Norte do país: o rio Tapajós e o Amazonas. Em 2014, esse encontro foi reconhecido como patrimônio cultural de natureza imaterial do Pará devido sua exuberância e também pela importância turística para a região.

(Foto: Prefeitura de Santarém)

Como de praxe, é natural que os povos nativos da região tentem proteger a riqueza ambiental da localidade. O maior problema enfrentado por essas pessoas é o “desenvolvimento” que grandes empreendimentos trazem para o território, isto é, consequências danosas para o meio ambiente e para a forma de viver das comunidades.

Visando mostrar suas convicções, foi atualizada a Carta do Encontro das Águas Santarém em 17 de Junho desse ano, a fim de reafirmar o compromisso que as comunidades, instituições e movimentos populares têm em exigir a devida proteção que os mencionados recursos hídricos merecem.

Trechos da carta:

“Essas águas limpas e serenas dos rios Juruena, Teles Pires e Tapajós hoje se
agitam sob as ameaças de inúmeros projetos em operação, em construção ou planejados,
como hidrelétricas, portos, ferrovias, hidrovias, mineração, madeireiras, monoculturas. Por essas águas uniremos nossas forças.”

“Lutamos contra a invisibilidade que tentam nos impor. Para isso, nos mobilizamos e fazemos pressão sobre os poderes constituídos, denunciamos as injustiças, nos conectamos em redes, produzimos conhecimentos, realizamos a autodemarcação dos nossos territórios, ocupamos áreas que não respeitem a função social da propriedade tal como definido na nossa Constituição Federal. “

Segue link para acesso a carta do encontro das águas de santarém: http://www.saudecampofloresta.unb.br/wp-content/uploads/2019/06/CARTA-DO-ENCONTRO-DAS-ÁGUAS-ATUALIZADA.pdf