No dia 3 de dezembro de 1984, 40 toneladas de Isocianato de Metilo (MIC) vazaram de uma fábrica de agrotóxicos da empresa Union Carbide na cidade indiana de Bhopal. Naquela primeira noite, 3,8 mil pessoas morreram. Outras oito mil morreram ao longo da semana, e a estimativa oficial é que pelo menos 20 mil pessoas tenham morrido deste então. Até hoje, pessoas que foram expostas ao gás têm filhos que nascem com transtornos físicos e mentais. Desde esse fatídico fato, pesquisadores em ciências agrárias, ambientais, saúde coletiva, agricultores e movimentos sociais em uníssono e cada vez maior coro denunciam o crime à saúde e ao meio ambiente que os venenos significam, fazendo do dia 03 de dezembro o Dia Internacional de de Luta Contra os Agrotóxicos.

Relembrando as decorrências do criminoso incidente em Bophal, o boletim Outra Saúde lembra que os EUA, havia instalado seu projeto de fábrica na Índia com falhas de segurança. Mas nenhum dos seus oito executivos principais foi preso, e o presidente da multinacional, que aprovou o projeto inseguro da fábrica, pagou uma fiança e morreu impune, como lembra a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida. Hoje a empresa pertence à Dow Chemical. A Campanha Internacional por Justiça em Bhopal tem uma série de reivindicações. Algumas delas: que a Dow pague um mínimo de US$ 8 mil para cada sobrevivente, que os executivos sejam julgados criminalmente, que o governo indiano garanta o desenvolvimento de protocolos de tratamento padronizados para doenças crônicas relacionadas à exposição a gases; que a Dow pague pela limpeza do solo e das águas subterrâneas de acordo com os padrões internacionais. No India Today há uma galeria com fotografias da época e, na BBC, fotos atuais da população afetada. Que todos vejam para que tal atrocidade não se repita, nem em grande, nem em pequena escala.

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